quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
DEir
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
ASSASSINOdeMIM
daquele do ato torpe
com a fraqueza de apagar, de desferir
de ferir...
sou mais a coragem dos suicidas
a forca de matar em si e para si
com as maos sem tônus...
esfaqueio levemente minhas lembraças
atiro sem mira na falta
engulo em doses cavalares a realidade...
e escorro no chao
deitado
indo embora com tudo que nao sai de mim...
sem a vocação de assassino
sem a coragem dos suicidas
envolvo o meu amor nos braços
vou para campo aberto
e rezo o manual dos homens bombas...
chovo... para me assassinar aos poucos
me entrego ao suicidio da alma
sem conseguir nunca emergir meus pes do sangue,
nem que a chuva os limpe.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
ASvelhas
Dir' luiz Marfuz
Cenografia Rodrigo frota
Iluminacao Luis Renato
Figurinos Miguel carvalho
POLVORAePOESIA
Dir. Fernando Guerreiro
Cenario Rodrigo Frota
Iluminacao Irma Vidal
Figurino Hamilton Lima
ASaventurasDOmalucoBELEZA
Dir. Edvar Passos
Cenografia Rodrigo frota
Iluminacao Fernanda Paquelet
Figurino Diana Moreira
PREMIObraskem2010
A Braskem divulgou a lista dos indicados ao Prêmio Braskem de Teatro 2010. Na relação, profissionais já consagrados como os diretores Fernando Guerreiro, Luiz Marfuz e Márcio Meirelles e também integrantes da nova geração do teatro baiano como a equipe da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja", encenada na casa de um morador, no Calabar.
A cerimônia de premiação, que acontecerá no Teatro Castro Alves, ainda não tem data definida. Os vencedores das categorias Espetáculo Adulto e Espetáculo Infanto-Juvenil receberão um prêmio no valor de R$ 30 mil, enquanto as outras categorias serão contempladas com R$ 5 mil cada.
Realizado há 17 anos, o Prêmio Braskem de Teatro tem o objetivo de valorizar, reconhecer e premiar a produção teatral na Bahia, abrindo espaço para o surgimento de novos talentos. A premiação destaca as melhores produções do teatro baiano em oito categorias: Espetáculo Adulto, Espetáculo Infanto-Juvenil, Direção, Ator, Atriz, Texto, Revelação e Categoria Especial.
Foram avaliados 50 espetáculos que estiveram em cartaz no período de 15 de março a 20 de dezembro de 2010, em Salvador. A comissão julgadora do prêmio foi formada pela professora Evelina Hoisel, o produtor teatral Sérgio Sobreira, o jornalista Marcos Uzel, o dançarino Antrifo Sanches e a atriz Neyde Moura de Assis.
Confira os indicados ao Prêmio Braskem de Teatro 2010
Ator
Caio Rodrigo (Pólvora e Poesia)
Duda Woida (O Melhor do Homem)
Fábio Vidal (Sebastião)
Jarbas Oliver (Siricotico)
José Carlos (As Aventuras do Maluco Beleza)
Atriz
Andrea Elia (As Velhas)
Cláudia di Moura (As Velhas)
Evelyn Buchegger (Luz Negra)
Jacyan Castilho (A Cela)
Yumara Rodrigues (Monstro)
Texto
Armindo Bião (A Gente Canta Padilha)
Cláudio Simões (Trilogia Shirley)
Fábio Espírito Santo (Matilde, La Cambiadora de Cuerpos)
Fábio Vidal (Sebastião)
Paulo Henrique Alcântar (Partiste)
Revelação
José Jackson (direção) - Dois Perdidos Numa Noite Suja
Marcele Pamponet (direção) - Torre de Babel
Margarida Laporte (atriz) - Partiste
Nando Zâmbia (ator) - Dois Perdidos Numa Noite Suja
Talis Castro (ator) - Pólvora e Poesia
Categoria Especial
Jarbas Bittencourt (Direção Musical) - Bença
Pedro Dultra (Desenho de luz) - A Cela
Rodrigo Frota (Cenografia) - Pólvora e Poesia/As Aventuras do Maluco Beleza
Uibitu Smetack (Direção Musical) -O Pássaro do Sol
Zebrinha (Coreografia) – Bença
Direção
Fernando Guerreiro (Pólvora e Poesia)
Jorge Alencar (Camila e o Espelho)
Luiz Marfuz (As Velhas)
Marcio Meirelles (Bença)
Olga Gómez (O Pássaro do Sol)
Espetáculo Infanto-Juvenil
As Aventuras do Maluco Beleza
Camila e o Espelho
O Pássaro do Sol
Papagaio
Espetáculo Adulto
As Velhas
Bença
Dois Perdidos Numa Noite Suja
Partiste
Pólvora e Poesia
quarta-feira, 16 de junho de 2010
RAIMUNDOmatosCOMENTAaCELAeATIRE
Registro 307: Teatro quando é bom, é ótimo! A Cela e Atire a Primeira Pedra
Luiz Marfuz, o diretor de Atire a Primeira Pedra orquestra os elementos da encenação trilhando diversos gêneros para enfatizar o jogo cênico em sua mais pura teatralidade. O diretor não mede esforços para captar o espírito rodrigueano, mas não se deixa escravizar por ele. Seu espetáculo tem o sabor de uma fotonovela que não se leva a sério, visto que escancara o ridículo, os exageros, a passionalidade perpassando as ações das personagens não caricaturas, pois revelam a pobre humanidade. Aí são mostrados os amores suburbanos, traições e a torta sexualidade de uma classe média que teima em se manter pelas aparências. Tudo isso está em cena traduzido em tintas fortes, assumindo a breguice de certas canções populares que cantam os amores rotos, as dores de cotovelo, a melosidade de cartão postal e suas frases estereotipadas.






